Feirense é eleita miss Black Power Brasil
O concurso foi promovido pelo Mercado di Preta e as idealizadoras Paula Azevixe e a Izabel Freitas, também são baianas. Maria Priscila conta que o concurso fez parte de outro evento de maior porte, que já é realizado há três anos.
Foto: Arquivo Pessoal
Feirense do bairro Rua Nova, Maria Priscila de Jesus, 31 anos é a vencedora do primeiro concurso Miss Black Power Brasil, realizado no dia 9 de novembro no Rio de Janeiro, cidade onde ela mora atualmente. Apesar de estar morando no Rio, a vencedora do concurso fez questão de se inscrever como feirense, uma demonstração de orgulho pela sua cidade natal.
O concurso foi promovido pelo Mercado di Preta e as idealizadoras Paula Azevixe e a Izabel Freitas, também são baianas. Maria Priscila conta que o concurso fez parte de outro evento de maior porte, que já é realizado há três anos.
“O evento é uma Feira de Mulheres Negras empreendedoras do Brasil. A cada ano esse evento acontece em um estado. Esse ano foi no Rio de Janeiro e as idealizadoras desse evento tiveram a ideia de aproveitar e organizar o concurso, com a perspectiva estética diferenciada, já que os concursos tradicionais de miss tem pouca representação da mulher negra, principalmente com o cabelo crespo”, explicou.
Maria Priscila informou que, inicialmente, o concurso teve um processo com votação pela internet, onde ela ficou em segundo lugar. As 12 candidatas mais votadas pela internet chegaram a etapa final do concurso, que tinha como pré-requisito ter o cabelo crespo e ter conhecimento político sobre a história dos negros no Brasil. A candidata que ficou em 2º lugar é baiana de Salvador e a 3ª colocada é mineira.
“Os critérios para a escolha da vencedora foram postura no desfile, vestimentas, a questão do cabelo, que eu mantenho natural há muito tempo, e também o discurso. Eu tenho uma trajetória ligada ao movimento negro de base. Minhas referências são de blocos afros de Feira de Santana, em especial o Afoxé Pomba de Malê, que meu pai e minha mãe fizeram parte da fundação. Durante a universidade fui vice-presidente de negros e negras da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e essas coisas contribuíram para minha trajetória”, afirmou.






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