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Carnaval: saiba a diferença entre xaveco e assédio


Fotos: Victor Carvalho 


Fomos às ruas do Carnaval mais democrático do mundo (Salvador) para tornar a vida dos xavequeiros de plantão mais simples. A ideia é unir casais e, claro, alertar os foliões quanto aos excessos na hora da azaração.




Ao todo, a equipe de reportagem entrevistou 20 pessoas. A pergunta foi a mesma para todos: Qual seria o xaveco infalível? E o quê difere o xaveco do assédio?




Os vinte entrevistados, homens e mulheres, responderam que o assédio acontece quando um simples contato, que pode ser até um toque em qualquer parte do corpo, não é consentido. Responderam também que os adjetivos falados na hora da paquera também podem ser classificados como assédio.  

 

“Chamar de delícia ou gostosa de forma insistentemente, no meu caso, não acho legal. Já perde ponto comigo”, disse a administradora Elane Fróes, 46 anos. 

 

Agora senta aí e se liga na resposta, passo a passo, de como xavecar de forma infalível.  “Tudo começa pelo olhar, mas isso ainda não quer dizer que já ganhou. Depois vem o elogio bem feito, sem ser vulgar, e, por último, está com hálito fresco”, deu a dica a médica Andrea Pugliese, 49 anos.  




Para o fotógrafo Raí Rocha, que xavecou e conquistou o atual namorado Naglio Santos, 26 anos, “O sorriso também é fundamental para dar o sinal de que você está no caminho certo. Se ele (Naglio) não sorrisse pra mim, dificilmente estaria hoje com ele”, explica Raí que disse está namorando há sete meses.  


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