Suspeito dos ataques a Tia Má é identificado pela polícia
Foto: Divulgação
Após investigações, a polícia identificou o suspeito de cometer injúria racial e ameaçar de morte a jornalista e influenciadora baiana Maiara Azevedo, a Tia Má. O homem, que não teve a identidade divulgada, foi intimado a comparecer, com alguns familiares, na 1ª Delegacia (Barris), em Salvador, e prestar esclarecimentos nesta terça-feira (6).
A delegada titular da unidade, Maria Dail, disse que já conversou com o homem por telefone. “Nesse primeiro contato ele negou as acusações, disse que não foi ele que cometeu os crimes, mas temos o número dele.”, afirmou.
O caso aconteceu na semana passada através das redes sociais da jornalista, que tratou de divulgar as agressões como forma de protesto.
Relembre o caso
Na segunda-feira 26 de fevereiro, a jornalista ‘Tia Má’ foi chamada de “monkey” (macaca em inglês) durante uma transmissão ao vivo no Instagram. No dia seguinte, a humorista contou o caso na rede social e explicou que havia denunciado no crime à promotoria de Justiça de Combate ao Racismo do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). O MP confirmou que recebeu a denúncia e disse que irá investigar o caso.
“O racismo não nos dá descanso. Não importa onde, nem quando, nem como, racistas sempre encontram uma forma de tentar nos abater. Mas eu, mulher, preta, nordestina, forjada na luta, herdeira de uma dinastia de guerreiras, não vou sucumbir”, diz.
Após a publicação, a jornalista voltou às redes sociais. Dessa vez, ela contou que estava sendo ameaçada pelo homem. “O racista não suportou a repercussão do caso, pegou meu contato de trabalho, me ligou e está me fazendo ameaças, enviando mensagens para meu celular de trabalho. A questão é que essa pessoa me ligou e eu salvei o número, vou encaminhar para a polícia. Ainda que eu morra, morrerei lutando pelo que eu acredito”, afirma.
Nesta sexta (02), ‘Tia Má’ contou novamente que as ameaças continuaram a chegar por mensagens, por conta delas, ela já havia feito uma denúncia à Polícia Civil, na quinta (1º). “O racista continua a me ameaçar. Não vou me calar. Essa prática de ameaçar é justamente para calar. É importante que todas as pessoas tenham essa compreensão. Ao receber ameaças, é justamente aí que você tem que denunciar”, escreve.
Fonte: VN
