Dia da Gula: confira 7 dicas de especialistas para espantar o instinto guloso
Foto: Divulgação
A gula faz parte do imaginário das pessoas. Tanto que além de ser colocada em algumas religiões na lista dos sete pecados capitais, ela também ganhou um dia de comemoração: o 26 de janeiro. No entanto, se por um lado ela pode estar relacionada ao prazer de comer aquilo que você gosta sem limitações, por outro pode estar associada a uma compulsão alimentar.
Essa compulsão acontece quando envolve questões emocionais e a comida acaba sendo usada como compensação para algo que não está indo bem em outras áreas da vida. Por exemplo, o estresse do cotidiano, a perda de um ente querido ou uma desilusão amorosa.
A coordenadora do curso de Nutrição da UNIFACS, Jociene Oliveira, dá algumas orientações que podem controlar a gula como transtorno alimentar. “É importante fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado, fazer no mínimo cinco refeições ao dia, evitar jejum prolongado, preferir refeições ricas em vegetais e balanceadas ao invés de alimentos industrializados”, observa.
O professor do curso de Psicologia da UNIFACS, Márcio Santana, complementa dizendo que geralmente essa alimentação excessiva está ligada a uma busca por prazer, uma vez que nesse processo as pessoas buscam comidas ricas em gorduras ou açúcares, que exercem efeitos sobre as sensações de bem-estar das pessoas.
“É uma estratégia de enfrentamento de seus problemas pessoais ou sofrimento psicológico. A alimentação reflete a forma como nos relacionamos com o mundo. Por isso, é importante não condenar e abrir portas de diálogo para compreender a situação dessa pessoa que faz uso abusivo da comida”, explica o especialista.
Só que a comilança desenfreada pode causar também alterações no funcionamento físico do organismo e gerar efeitos negativos para a saúde, como, por exemplo, obesidade e problemas ligados ao aumento de colesterol ou açúcar no sangue.
O professor Márcio destaca que não existe uma psicoterapia específica para a gula como compulsão, mas que é necessário um fortalecimento social junto a família, amigos e vizinhos para que essas pessoas encontrem suporte, além de um tratamento multidisciplinar. “Para se abordar esse quadro, o ideal é contar com uma abordagem integrada de médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores-físicos, arte terapia, entre outros”, observa.
Confira aqui algumas dicas dos especialistas para controlar a gula ou espantar o instinto guloso
1. Identificação dos motivos que levam a compulsão alimentar;
2. Fortalecimento dos laços sociais com amigos, vizinhos e família a fim de encontrar apoio para lidar com as dores pessoais;
3. Evitar jejum prolongado, principalmente para quem quer fazer jejum intermitente e fazer com acompanhamento de um nutricionista;
4. Buscar refeições ricas em vegetais e balanceadas contendo todos os grupos alimentares nas devidas proporções de acordo com orientação de um nutricionista;
5. Evitar alimentos industrializados que contém muito açúcar, aditivos e conservantes. Eles são de fácil absorção, além de calóricos e logo a fome está de volta novamente;
6. Realizar no mínimo 5 refeições ao dia, principalmente o café da manhã, respeitando um intervalo de pelo menos 3 horas entre cada uma;
7. Fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado.

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