Veterinária dá dicas de como manter a saúde dos gatos em dia
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O número de gatos deve superar o de cachorros em até dez anos nos lares brasileiros. O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que os felinos estão conquistando cada vez mais espaço e já são mais de 22 milhões no país. No último domingo, 17, foi celebrado o Dia Mundial do Gato e a coordenadora da Clínica Veterinária da UNIFACS - localizada em Salvador -, Gabriela Porfírio, elenca algumas informações essenciais para manter a saúde e o bem-estar do bichano em dia.
Na hora da refeição
É importante fornecer ao gato tanto ração seca quanto ração úmida (patê). Isso porque a úmida é uma importante forma de fazer o gato ingerir mais líquidos. A coordenadora também dá dicas importantes na hora de garantir que o animal consuma a quantidade necessária de água. Ela relata que é bem comum atender gatos com doenças do trato urinário na clínica. “Alguns artifícios podem ser usados para evitar que isso aconteça, como disponibilizar mais potes de água ou então adquirir uma fonte, assim como colocar um cubo de gelo dentro do pote ou até mesmo através da saborização, diluindo uma colher de patê dentro da água”, destaca.
A famosa caixa de papelão
O enriquecimento ambiental é essencial para garantir o bem-estar do bicho. Um dos motivos pelos quais os gatos domésticos dormem tanto é o tédio, por isso é importante reproduzir em casa condições semelhantes ao que ele teria no ambiente natural. Prateleiras, nichos, redes, escadas, estão entre os itens que podem ser disponibilizados para garantir isso. Uma dica é colocar o alimento no alto, pois isso estimula o gato.
Os brinquedos também não precisam ser os mais sofisticados. Por gostarem de ir atrás da presa, itens como bolinha de papel, sacola plástica e um ratinho preso a um barbante fazem sucesso entre os bichanos. A conhecida caixa de papelão também é outro artifício que não pode faltar, pois é ideal para os gatos se esconderem.
Nada de banho
“Sou totalmente contra o banho em gatos, pois não é da natureza do animal. Ao ser lavado, o gato fica com cheiros que lhe são estranhos e acaba não se reconhecendo”, relata a veterinária. Ela acrescenta que, com isso, o animal se lamber mais do que o normal para recuperar o seu cheiro, o que pode lhe fazer mal, sem falar no estresse que toda a situação causa, principalmente se acontecer em um pet shop, onde tem cheiros e barulhos de outros animais. “O banho só é recomendado no caso de uma patologia, quando o tratamento inclui o uso de shampoos”, completa.
Atenção aos pelos
Gatos de pelo curto devem ser escovados pelo menos uma vez ao dia, já os de pelo longo a frequência é maior, podendo chegar até três vezes ao dia. De forma geral, toda semana o tutor deve realizar a ação para ajudar na retirada dos pelos mortos. “Ao se lamber, os gatos ingerem os pelos que podem se acumular no intestino, o que pode gerar complicações mais sérias. Qualquer alteração gastrointestinal, como vômito, merece atenção e cuidado”, explica a especialista. Ela informa que a falta de cuidado com os pelos dos gatos pode levar a ocorrência de fungos na pele do bicho.
Independência?
É comum as pessoas associarem o gato à independência, mas será que isso é verdade? “Quem diz isso nunca teve um gato”, brinca a veterinária. Ela diz que os gatos passam essa impressão de serem mais independentes pois, em contraste com os cachorros, eles podem dar menos trabalho, já que não precisam levar para passear e fazem suas necessidades fisiológicas na caixa de areia, “mas os gatos gostam de estar no mesmo ambiente que o dono, principalmente os machos castrados, que tendem a ser mais carinhosos”, diz Gabriela.

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