Homem é internado após ser atropelado por máquina de 7 toneladas em obra
Foto: Reprodução
Lucas Gomes
Há mais de uma semana internado no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), o supervisor de obras Sidney Ribeiro, 38, e a sua esposa, Marta Rosa da Silva, vivem juntos um drama: o profissional da construção que trabalhava na obra do Shopping Popular em Feira de Santana sofreu um acidente grave no dia 25 de maio em pleno serviço. Ele foi atropelado por uma máquina que pesa sete toneladas, ocasionando a fratura de vários ossos.
Em entrevista ao site Acorda Cidade, a esposa da vítima informou que a empresa responsável pela obra, a Concessionária Feira Popular, não está prestando assistência ao marido e que no dia do acidente não havia nenhum técnico de segurança no local. Ela relatou a situação vivida por ele: “Ele foi atingido praticamente em todo o corpo, está todo quebrado. Ele só não morreu, porque afundou na lama, conforme o pneu pegou na bacia dele, ele afundou. Ele disse que escutou o barulho dos ossos quebrando. Ele está com ombro quebrado em dois lugares, o maxilar quebrado, a bacia fraturada, não consegue se mover. Deu uma luxação do fêmur”, disse.
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Ela contou ainda que Sidney e ela vieram do Rio de Janeiro em busca de oportunidade de emprego em Feira para conseguir dinheiro para o tratamento do filho do casal que tem síndrome de Down. Apesar de não ter reclamações do atendimento do HGCA, Marta disse que seu marido precisa ser transferido para outra unidade de saúde, já que o hospital não realiza as cirurgias que ele necessita, e caso não as façam com urgência, Sidney pode perder movimento de uma das mãos.
A Concessionária Feira Popular através de uma nota negou as declarações de Marta e afirmou que esta cumprindo suas obrigações legais com Sidney e a sua esposa. Segundo o que consta na nota, Marta Rosa teria exigido que a empresa pagasse tratamento particular para o marido e chegou a ameaçar outros funcionários por mensagens.
Nota da Concessionária Feira Popular na íntegra:
No dia 25/05/2019, por volta das 7h30, o Sr. Sidney, empregado devidamente registrado pela Concessionária Feira Popular, sofreu um acidente, onde foi prontamente socorrido pela equipe técnica da empresa e encaminhado para o Hospital Geral Clériston Andrade, passando pelos procedimentos médicos cabíveis. Vale ressaltar que o seguro mantido pela empresa foi acionado logo após o acidente para que o mesmo diligencie no que for cabível.
O referido acidente está sendo detalhadamente apurado pela empresa e, segundo as análises preliminares, principalmente de outros funcionários que testemunharam o fato, O Sr. Sidney ,sem avisar os outros empregados que operavam a plataforma móvel, se colocou embaixo da mesma para conferência de algum item, ocorrendo, assim, o acidente, conforme CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) anexa.
Posteriormente, no dia 29/05/2019, a pedido da Sra. Marta (esposa do Sr.Sidney), o Dr. Artur César, médico ortopedista do Hospital Geral Clériston Andrade, autorizou a transferência do paciente para qualquer outro hospital, inclusive do próprio sistema público de saúde, ressaltando que no referido relatório médico fica claro que o Sr. Sidney não corre qualquer risco de vida (relatório médico anexo).
Não obstante a empresa estar cumprindo com todos seus deveres legais, quais sejam: 1) possuir técnica de segurança no local de obra, 2) manter e fazer com que seus trabalhadores utilizem os respectivos EPI’s, 3) prestar socorro ao acidentado e respectivo apoio ao seus familiares, dentre outros, a Sr. Marta(esposa do Sr. Sidney) procurou a empresa solicitando que esta firmasse um compromisso de arcar com despesas no valor de R$ 500.000,00, para que o paciente fosse transferido para um hospital particular em salvador, em quarto privativo, e caso não o fizesse que faria de tudo para denegrir reputação da empresa através dos meios de comunicação.
Além disto, a esposa do Sr. Sidney chegou, até mesmo, a proferir ameaças através do aplicativo Whatsapp a outros funcionários da empresa por não ter sua demanda aceita.
A Concessionária Feira Popular entende o momento psicologicamente delicado que passa a Sra. , e informa presta todo o acompanhamento e assistência cabível nesta situação de acordo com toda legislação pertinente ao caso.

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